XVI Conferência da Advocacia Mineira se consagra como um dos maiores eventos jurídicos do país

 Em caamg, Institucional, Revista Vanguarda

A ética no exercício da profissão, assim como nos primeiros dias da Conferência, pautou as discussões no auditório numero 3.  Nomes como o de José Romeu Rodrigues Junior, Rita de Cássia Menossi Rodrigues, Milton Fernando da Costa Val, Janir Adir Moreira e Ronaldo Armond estiveram presentes na rodada de palestras do ultimo dia de evento.

XVI Conferência da Advocacia Mineira se consagra como um dos maiores eventos jurídicos do país

O primeiro a assumir a palavra foi o diretor tesoureiro da CAA/MG, Ronaldo Armond, que tocou num ponto polêmico em tempos de mídias e redes sociais: o marketing jurídico. À luz do Novo Código de Ética, o advogado salientou que “não é proibido o advogado divulgar a sua imagem de bom profissional, de um profissional com experiência de trabalho, com experiência em determinados assuntos e com planos de estudos. O que é proibido é ele vender o seu serviço de advocacia. Atrair o cliente com a publicidade tradicional, aquele marketing de interromper o raciocínio do cliente e tentar criar nele uma necessidade de contratar o seus serviços. Isso é proibido”.

 

O comportamento insatisfatório de alguns advogados, incluindo o uso indevido do marketing, foi o cerne da participação de Rita de Cássia Rodrigues. A advogada destacou que esta é uma preocupação recorrente já que “um advogado infrator prejudica a imagem da classe como um todo”. Ela salienta que mesmo os órgãos disciplinares sendo muito rigorosos ainda há, mesmo que em uma porcentagem pequena, advogados respondendo processos disciplinares – 4% dos advogados inscritos do Brasil, segundo ela respondem processos disciplinares: “Infelizmente aquele que responde a um, eventualmente, responde a vários processos. E isso traz uma preocupação com relação à em preocupação com a sociedade. Quando a gente pensa que o advogado infrator prejudica a imagem da advocacia, ele primeiro prejudicou o cliente”.

O papel de todos que trabalham na advocacia é o de incentivar a todos a exercer a profissão com compromisso ético. Este foi um dos destaques da exposição de Janir Adir Moreira. Ele não escondeu a satisfação em participar da Conferência: “É sempre muito prazeroso falar aos colegas sobre ética. Até porque entendemos que é a ética que nos governa. O exercício da profissão com ética é que faz com que nos tornemos cada dia mais fortes e representativos na sociedade”.

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No auditório 1, as discussões giraram em torno do direito de família. Foram abordados temas como as inconstitucionalidades do Direito Sucessório, a visão atual do regime de separação de bens, as novas famílias e os novos direitos além do poliamor e da poliafetividade.

XVI Conferência da Advocacia Mineira se consagra como um dos maiores eventos jurídicos do paísQuem esteve presente na mesa foi Fabiana Faquim, diretora da CAA-MG. “ O direito de família é uma matéria que trata não só das relações, jurídicas entre os membros da família mas também trata da própria sociedade já que a família é um núcleo de toda a sociedade. Então todas estes temas tratados durante a conferência são de suma importância pois os palestrantes são importantes juristas e formadores de opiniões e que, logicamente, essa é uma matéria que tem que ser tratada de uma maneira especial”.

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A Ministra Delaide Alves Miranda Arantes falou aos advogados participantes da Reforma trabalhista. Destacou que “o mundo jurídico foi surpreendido, em dez 2016, com a apresentação do projeto e depois como a forma que o projeto foi encaminhado”. Ela lembrou que no campo do trabalho, existe convenção da Organização Internacional do Trabalho estabelecendo que qualquer mudança precisa ser amplamente discutida na sociedade.

 

Pra finalizar o dia, foi lançada e distribuída a nova revista da CAA Vanguarda. E o presidente da OAB/MG, Antônio Fabrício, fez a leitura da Carta da Conferência.

 

Duas palestras encerraram o evento. A primeira, do Ministro João Otávio Noronha sobre a Magistratura Brasileira e a outro de Caco Barcellos – sobre injustiças sociais.

 

 

O jornalista destacou a necessidade de discutir os problemas da desigualdade sempre: “Acho fundamental que se fale disso não só numa palestra, mas no cotidiano. O país tem 200 milhões de habitantes e tem menos de 2% da população nutrida permanentemente de todos os tipos benefícios principalmente os financeiros. Você pode comparar a vida desses 2% de brasileiros à vida de qualquer cidadão dos países desenvolvidos. E tem mais da metade da população que não tem nenhum tipo de direito, nenhum direito a habitação, transporte, educação de qualidade e sobretudo um desrespeito permanente aos direitos fundamentais. Principalmente em relação a segurança”.

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