CAA/MG na campanha de Combate à violência contra a mulher

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Mais uma vez, a Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais adere às campanhas educativas, em prol de uma sociedade melhor e igualitária. No dia 25 deste mês, a instituição busca conscientizar a advocacia mineira acerca do Dia de Combate à Violência Contra a Mulher. A data tem o objetivo de incitar reflexões sobre a situação de violência em que vive grande parte das mulheres.

No dia 25 de novembro do ano de 1960, as irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como “Las Mariposas”, foram assassinadas pelo ditador Rafael Leônidas Trujillo, da República Dominicana, por lutarem contra a ditadura. Em 1999, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas instituiu 25 de novembro como o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, em homenagem às “Mariposas”.

Dados sobre a violência

Atualmente, apesar de intensa conscientização, os dados não são proporcionais às campanhas educativas, isso porque, a violência contra a mulher tem crescido com dados alarmantes.

Balanço 2015 da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, aponta, que dentre as denúncias de violência recebidas no ano, em 3/4 dos casos, ela é cometida diariamente ou semanalmente. O Balanço informa, ainda, que dentre as mulheres atendidas em razão de violência, 3 em cada 10 sofriam violência por um período superior a 5 anos.

Impunidade

Entre as causas que comprometem a impunidade do agressor está, principalmente, o medo de falar. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Data Senado, cerca de 2 em cada 10 mulheres agredidas não tomaram qualquer atitude em relação à agressão sofrida, pelos motivos:

  • preocupação com a criação dos filhos (24%);
  • medo de vingança por parte do agressor (21%);
  • por acreditar que aquela seria a última agressão (16%).

Além disso, verificou-se que 10% das mulheres agredidas não acreditavam que o agressor seria punido e que 7% das vítimas se sentiam envergonhadas pela agressão sofrida.

Tipos de violência

A pesquisa Violência doméstica e familiar contra a mulher – 2015 também mostrou que as agressões físicas e psicológicas foram majoritárias – sete em cada dez mulheres sofreram agressão física;  48%, quase metade, sofreram agressão psicológica e a uma em cada dez brasileiras sofreram violência sexual.

Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

Nesta terça-feira (27/11), o presidente Michel Temer lança o Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher. Em sua rede social, ele afirmou que a sociedade não pode tolerar agressões contra as mulheres.

Em 2016, Temer anunciou a criação de um núcleo federal de enfrentamento à violência de gênero com a inclusão de um cadastro nacional de medidas restritivas contra agressores e repasse de diárias para reforçar o efetivo das polícias estaduais para a prevenção e repressão a crimes de natureza sexual e violência doméstica.

Centro de atendimento à mulher – 180

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 é um serviço ofertado pela Secretaria de Políticas para as mulheres (SPM), com os objetivos de: receber denúncias ou relatos de violência, reclamações sobre os serviços da rede e orientar as mulheres sobre seus direitos e sobre a legislação vigente, encaminhando-as para os serviços quando necessário.

A ligação é gratuita! Sua voz é sua defesa. Denuncie!

 

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